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Pequim: Grupo de clarinetistas portugueses entusiasma público

O grupo português de clarinetes Ad Libitum conquistou hoje o público chinês com uma actuação que arrancou gritos de entusiasmo da plateia, tendo recebido um convite para voltar à China no próximo ano

Os Ad Libitum tocaram vários temas adaptados do cancioneiro popular e de autores como Carlos Paredes, Astor Piazolla ou do grupo galego Milladoiro, para uma plateia de cerca de 400 pessoas.

«Foi uma reacção como nunca tivemos até hoje, com gente aos gritos durante o concerto. Foi algo completamente inesperado», disse o clarinetista Nuno Pinto à Agência Lusa, em Pequim, no final da primeira actuação na Ásia.

«Nos ensaios já nos tínhamos apercebido de que as pessoas estavam a gostar do nosso trabalho, mas esta reacção foi algo fora do normal», acrescentou Pinto.

Os Ad Libitum actuaram no segundo dia da terceira edição do Festival Internacional de Clarinetes e Saxofone, que termina quinta-feira na capital chinesa, onde apresentaram uma amostra do trabalho de investigação musical e de adaptação desse material para o formato do grupo.

A música dos clarinetes de Nuno Pinto, José Ricardo, Luís Santos e Tiago Abrantes, com Hugo Vieira na percussão, impressionou o público e motivou já um convite para o grupo voltar à China em 2008, além de outro para tocar na Bélgica.

Venancio Rius Martí, clarinetista valenciano e um dos «cabeças de cartaz» do festival, disse à Lusa no final do concerto que «os portugueses vieram mudar o carácter do festival, que até agora só tinha visto música clássica».

«Foi uma actuação musical e uma performance de grupo impecáveis», qualificou o músico espanhol sobre um concerto em que os Ad Libitum regressaram ao palco duas vezes para os aplausos e mais música.

O convite para este festival em Pequim surgiu na sequência da divulgação do CD único do grupo, intitulado «Contradanza», lançado recentemente.

O director do festival, Tie Bai, recebeu um email, foi à página do grupo na Internet ouvir as músicas e no dia seguinte formulou o convite, explicou Nuno Pinto.

Com os patrocínios da empresa francesa que fabrica os instrumentos dos quatro músicos do grupo, da Fundação Oriente e da Câmara Municipal de Vila Real, os Ad Libitum tocaram na China música tradicional de Portugal, Galiza, Israel, Brasil, Cuba, Argentina e Estados Unidos.

Os Ad Libitum, com elementos de Vila Real, Águeda, Guimarães e Penafiel, todos eles com idades entre os 28 e 31 anos, juntaram-se pela primeira vez em 1998 para actuar no Festival Luz e Som, na Exponor.

Diário Digital / Lusa
21-08-2007 18:59:00